sábado, 10 de junho de 2017

Parar de beber, porquê?

Aqui segue a lista dos motivos de eu estar nessa empreitada para parar de beber:

1. Dinheiro. 

Para ser sincero, se não fosse pela necessidade de economizar e pagar minhas dívidas dificilmente eu estaria tentando parar de beber, poderia muito bem gerenciar as ressacas eventuais e ignorar o mau que o álcool faz ao corpo.

Imagine o que você pode comprar se puder parcelar algo por R$ 150,0 por mês, todos os meses? Ou mesmo se pudesse colocar isso em uma aplicação? Detalhe, esse valor é o aproximado no valor gasto com cerveja, não conta outros pequenas gastos como por exemplo gasolina par ir comprar e remédios para a ressaca.

2. Saúde

É óbvio e ululante os efeitos devastadores do álcool ao corpo humano. Mas escolhemos ignorar e passar pelo sofrimento, tudo pelo falso prazer que ele proporciona.

Um efeito que espero ansiosamente é a perda de peso.

Quando consegui ficar 46 dias sem beber o desinchaço  foi notável, principalmente na região do rosto. Mas também houve perda de peso.

Espero também finalmente conseguir deixar minha barriga abaixo dos 100 cm de diâmetro.

Também cansei das ressacas.

E aqui eu chamo a atenção para os amigos. Antes de tentar parar de beber eu pouco reparava nas ressacas. Você até pode dizer que não as tem, mas, acredite, ela sempre está lá. O álcool é uma substância tóxica para o corpo e seu sistema se esforça para eliminá-lo o mais rápido possível, deixando inclusive de cumprir com outras funções importantes para o seu corpo.

Hoje eu vejo com clareza como fico letárgico e como meu corpo demora pelo menos 48 hrs para começar a voltar ao normal. Isso porque bebo sem exageros.

Sinto os efeitos da ressaca até mesmo quando bebo apenas uma pequena garrafa. Tenho sonolência uma meia hora depois. Como é em pouca quantidade também sinto pouco no dia seguinte, mas sei que está lá, meu corpo lutando para liberar as toxinas que eu mesmo ingeri.


Concentração

No inicio eu diria que esse é um motivo repetido.

Eu estudo para concursos basicamente para ter mais dinheiro, entre outras razões.

Então eu tenho que parar de beber para poder render mais e melhor nos estudos.

Mas, com o tempo, eu passei a reparar nos efeitos negativos do álcool em outras áreas.

No trabalho, por mais que eu consiga trabalhar normalmente no dia seguinte, minha concentração não é a mesma, e principalmente minha paciência e força de vontade. Pra que vocês saibam eu sou professor e aguentar uma sala barulhenta não é fácil (muitas vezes não é bagunça, sala de aula é barulhenta mesmo quando os alunos estão produzindo). A sensibilidade ao barulho e a paciência definitivamente não são os mesmo quando eu bebi no dia anterior.

Até mesmo quando estou dando aulas particulares eu sinto essa diferença.

Gosto muito de ler e nas manhãs pós cerveja eu dificilmente consigo ler algo com boa concentração.

Esse próprio texto que estou escrevendo. O faço agora neste momento ressaquistico para não perder o momentum, mas sinto a dificuldade de organizar os pensamentos e demoro muito mais a escrever do que se estivesse sóbrio por alguns dias.

Nos esportes, quando jogo tênis ou beach tennis, além do fato de o corpo não responder como gostaria e podeira há também os pequenos erros cometidos por conta da letargia cerebral.

Jogo melhor quando estou vários dias sem beber, sem dúvidas.

Música;

Agora, essa é um área interessante.

Tocar e beber foi sem dúvidas um dos fatores que contribuíram para o meu hábito de beber e seus efeitos em sequência (barriga, grana e outros).

Quando tocava baixo, eu separava uma Sexta ou um Sábado a noite, umas boas cervejas geladas, colocava o fone de ouvido e ia tocando as músicas e curtindo, como se estivesse em show.

O que eu não reparava é que eram músicas que eu já tinha aprendido há muitos anos e, mesmo essas, eu acaba errando muito, mas sem me importar.

Quando comecei a tocar violão eu mantive esse hábito, mas, com o tempo eu passei a tocar melhor e a ser mais exigente com a minha execução.

As vezes eu ainda bebo e toco, mas, nunca aprendo músicas novas quando faço isso e passei a reparar como a minha técnica e execução ficam comprometidas pelo estorpor da bebida. Gosto de tocar bem, busco de fato a perfeição. Definitivamente beber e tocar não combinam mais. A cerveja deve partir, fico só com o vilão (o prazer verdadeiro de tocar bem uma música que eu gosto, além do prazer transmitido àqueles que me escutam.)


Respeito






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